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Bonito

Rios de águas transparentes, cachoeiras, grutas e cavernas. Fauna e flora exuberantes, com centenas de espécies de aves, mamíferos e répteis ocupando uma vegetação que mistura o Cerrado com a Mata Atlântica.

Bonito é um município brasileiro da região Centro-Oeste, situado no estado de Mato Grosso do Sul. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 21 738[4] habitantes.
 
Pólo do ecoturismo, suas principais atrações são as paisagens naturais, os mergulhos em rios de águas transparentes, cachoeiras, grutas, cavernas e dolinas. Juntamente com Jardim, Guia Lopes da Laguna e Bodoquena, é o principal município que integra o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, apresentando grande potencial turístico.
 
Com diversos tipos de fauna e flora, Bonito foi considerado um dos lugares mais bonitos do Brasil em 2009. Existem mais de 4.000 espécies de plantas e suas águas e rios podem abrigar mais de 2.000 espécies de peixes e aquáticos. Aquarismo

Essas são algumas das atraçõe de Bonito, na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 300 quilômetros de Campo Grande. Polo do ecoturismo no Brasil, Bonito recebeu em 2013 o prêmio de melhor destino de turismo responsável do mundo, o World Responsible Tourism Awards, na Feira World Travel Market, em Londres.

O município conta com cerca de 40 atrativos, que possibilitam aos visitantes várias opções de atividades. Os interessados em contemplar as belezas da região podem, por exemplo, visitar as grutas e tomar banho em cachoeiras e rios de águas cristalinas.

 

Já os amantes da aventura podem percorrer trilhas no solo ou circuitos nas árvores (arvorismo), descer trechos dos rios fazendo flutuação ou em botes, boias (boia cross), pranchas (stand up paddle surf) ou caiaques infláveis (duck), ou ainda passear de quadriciclo, a cavalo (cavalgada) ou de bicicleta. Para os mais radicais também não faltam opções, como o rapel e os mergulhos em rios e lagoas.

Os atrativos de contemplação, de aventura e de esportes radicais são todos em propriedades particulares, com exceção da gruta do Lago Azul e do Balneário Municipal, que são administrados pela prefeitura. Eles estão localizados a distâncias que variam de 7 a 55 quilômetros da cidade e o acesso é feito por estradas não pavimentadas, mas que estão em bom estado de conservação e são bem sinalizadas.

Na cidade, os visitantes podem conhecer mais sobre os peixes locais visitando o aquário, experimentar em bares e restaurantes pratos regionais feitos a partir da carne de peixe e de jacaré, entender o processo produtivo de uma aguardente que dá nome a um dos mais tradicionais bares da cidade e fazer a degustação de mais de 12 tipos de cachaça e ainda levar para casa amostras da cultura regional nas lojas de venda de artesanato espalhadas pelo centro do município.

 

 

SUGESTÃO DE ROTEIRO

Com informações da Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio de Bonito, o G1 preparou uma sugestão de roteiro, com opções para cinco dias de atividades no município. Foram levados em conta o tipo de atrativo, o tempo de deslocamento e o perfil do passeio, se optando pelos que atendem de crianças a adultos.

Nada melhor para iniciar a visitação a Bonito que conhecer o cartão-postal do município. A gruta do Lago Azul é conhecida mundialmente e já foi cenário de filmes e novelas. A cavidade com as características atuais tem cerca de 60 milhões de anos. Está tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1978.

Dentro, há um lago com água cristalina, que devido à refração da luz, se torna azul. A profundidade do lago é desconhecida. O máximo já alcançado por um mergulhador foi 87 metros e dentro já foram descobertos dois fósseis de animais pré-históricos, um de uma preguiça-gigante e outro de um tigre-dente-de-sabre.

A capacidade máxima de visitantes é de 305 pessoas por dia. Está localizada a cerca de 20 quilômetros da cidade. As visitações ocorrem das 7h às 14h e demoram em média uma hora e meia entre a descida e a subida. A idade mínima para o passeio é de cinco anos e os grupos de visitantes têm, no máximo, 15 pessoas.

A cada 20 minutos, um grupo inicia a visitação, que começa por uma trilha de 300 metros e depois, dentro da gruta, passa para a descida de uma escadaria com 298 degraus que termina em um deck para contemplação. O preço para a visitação é de R$ 45 na baixa temporada e de R$ 60 na alta.

Depois da visita à gruta, que demanda uma manhã inteira entre o deslocamento para o local, a descida e o retorno, a sugestão é fazer no período da tarde um passeio de flutuação pelos rios da região.

Pelo menos sete empreendimentos oferecem esse tipo de atrativo, que envolve geralmente uma pequena caminhada por trilhas antes da entrada na água para que o visitante possa conhecer, por exemplo, nascentes e a fauna e flora do local.

O turista recebe previamente equipamentos como roupa e bota de neoprene, colete salva-vidas e máscara de mergulho com snorkel, bem com um treinamento básico para “flutuar” no rio. Nesse passeio, o turista se deixa levar pela correnteza dos rios, tendo a sensação de estar dentro de um aquário.

A idade mínima para o passeio é de cinco anos. Os preços variam, de acordo com o estabelecimento e a temporada (alta ou baixa), de R$ 85 a R$ 190 para o adulto.

À noite, o visitante fica livre para passear pelo centro da cidade, conhecendo a praça da Liberdade onde estão as esculturas de duas piraputangas, peixe abundante na região, que foram produzidas pelo artista plástico Cleir.

O turista também pode aproveitar que os estabelecimentos comerciais, nos dias de maior movimento, ficam abertos até 22h para fazer compras e se deliciar com a culinária local.

É a principal cidade turística da região da Serra da Bodoquena (juntamente com Bodoquena, Jardim e Guia Lopes da Laguna), sendo o turismo a principal atividade da região há muito tempo, além de estar em constante evolução buscando a interferência mínima na natureza.

Bonito reúne um conjunto de equipes, empresas, ONGs e órgãos governamentais que buscam organizar e coordenar o ecoturismo, visando sempre a sustentabilidade local e a conservação da natureza.

 

 

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